• Primeira edição do Market Focus Porto Report, da Cushman & Wakefield, indica que investimento imobiliário comercial atinge 451 milhões de euros, no primeiro semestre, um recorde nos últimos dez anos.
• Retalho e hotelaria são os segmentos que concentraram a maior parte do capital investido.
A Cushman & Wakefield (C&W) acaba de lançar a primeira edição do Market Focus Porto Report. Após um primeiro semestre marcado por uma atividade dinâmica, este relatório destaca as principais tendências que estão a moldar o mercado imobiliário comercial do Grande Porto e que deverão continuar a influenciar a sua evolução ao longo de 2026 e no início de 2027. A análise abrange os segmentos de escritórios, retalho, industrial e logística, hotelaria e investimento.
“O Porto continua a afirmar-se como um dos mercados imobiliários mais dinâmicos e atrativos de Portugal, já que apresenta uma economia diversificada, forte atividade empresarial e crescente reconhecimento internacional. Sustentado pelo crescimento económico, pelo aumento do rendimento das famílias e pela redução do desemprego, o mercado mantém uma dinâmica robusta nos segmentos de escritórios, retalho, logística, hotelaria e investimento, evidenciando a sua resiliência, maturidade e capacidade de atrair empresas, visitantes e capital”, afirma Ana Gomes, Partner e Head of Research & Insight da C&W.
Escritórios e mercado de retalho com forte dinâmica de crescimento
O mercado de escritórios do Porto mantém uma trajetória de crescimento, com a absorção a aumentar 37% até agosto, refletindo a confiança das empresas e a continuidade dos planos de expansão. Ao mesmo tempo, estão em desenvolvimento mais de 90.000 m² de novos escritórios, numa das maiores vagas de oferta moderna e sustentável já registadas na cidade. A procura continua concentrada nos edifícios de maior qualidade, bem localizados e com fortes credenciais de sustentabilidade, confirmando a crescente maturidade e sofisticação do mercado.
O mercado de retalho mantém uma forte dinâmica de crescimento, com o número de novas aberturas de lojas a aumentar 50% no primeiro semestre, refletindo a confiança das marcas nacionais e internacionais na região. A escassez de espaços disponíveis nas principais ruas comerciais continua a impulsionar a procura pelas localizações prime e a pressionar as rendas, enquanto a cidade evolui para um destino de retalho cada vez mais diversificado e sofisticado, alargando a sua atratividade para além da tradicional centralidade da Rua de Santa Catarina.
Indústria e hotelaria continuam a promover procura de espaços
O Grande Porto continua a afirmar-se como um dos principais mercados logísticos do país, beneficiando de uma localização estratégica e de uma forte base industrial que continuam a impulsionar a procura. Apesar da robustez da atividade, a escassez de espaços modernos e de elevada qualidade permanece como o principal desafio do mercado, condicionando a concretização de parte da procura existente. Ao mesmo tempo, as rendas mantêm uma trajetória de crescimento e novas localizações como Valongo, Trofa, Santo Tirso e Santa Maria da Feira ganham relevância, atraindo cada vez mais empresas e investimento.
A hotelaria também continua a ser um dos grandes motores do dinamismo económico e imobiliário do Porto, impulsionada pelo crescimento do turismo e pelo aumento das chegadas de visitantes. Apesar da entrada de nova oferta, o mercado mantém níveis de desempenho próximos dos máximos históricos, demonstrando uma notável capacidade de absorção. Paralelamente, o destino continua a reforçar o seu posicionamento internacional e a elevar os padrões de qualidade da sua oferta, com uma presença cada vez mais relevante de hotéis de quatro e cinco estrelas.
Investimento em valor recorde
O investimento imobiliário comercial no Grande Porto manteve uma trajetória positiva no primeiro semestre de 2026, atingindo 451 milhões de euros, um crescimento de 8% face ao período homólogo e um valor recorde nos últimos dez anos. O retalho e a hotelaria concentraram a maior parte do capital investido, evidenciando a confiança dos investidores nos fundamentos económicos e imobiliários da região. Apesar da escassez de ativos disponíveis para aquisição, o interesse dos investidores continua elevado, sustentando os valores de mercado e reforçando a atratividade do Porto como destino de investimento imobiliário.
“A forte procura por parte de empresas, retalhistas, operadores logísticos, hoteleiros e investidores continua a superar a oferta disponível em grande parte dos segmentos imobiliários da região. Esta escassez de produto de qualidade é, hoje, um dos principais desafios do mercado, mas também um reflexo da solidez dos seus fundamentos”, conclui Mário Jacob, Head of Porto da C&W.
Para os próximos 6 a 12 meses, está prevista uma nova geração de edifícios de escritórios. Com mais de 90.000 m² em construção, o Porto prepara-se para receber um dos maiores portefólios de espaços de escritórios sustentáveis e de alta qualidade, elevando significativamente o padrão do mercado e alargando o leque de opções disponíveis.
Forte procura continua a superar oferta na maior parte dos segmentos imobiliários do Grande Porto
10/12/2026
About Cushman & Wakefield
Cushman & Wakefield (NYSE: CWK) is a leading global commercial real estate services firm for property owners and occupiers with approximately 53,000 employees in nearly 350 offices and 60 countries. In 2025, the firm reported revenue of $10.3 billion across its core service lines of Services, Leasing, Capital markets, and Valuation and other. Built around the belief that Better never settles, the firm receives numerous industry and business accolades for its award-winning culture. For additional information, visit www.cushmanwakefield.com.
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